Charles Evaldo Boller
Transformando o Pensamento em Energia Criadora
Este ensaio conduz o leitor por uma jornada interior em que o
rito se revela como ciência da alma. Da perplexidade inicial do aprendiz diante
dos símbolos à compreensão mística da egrégora e da vibração sagrada, a
Maçonaria surge como caminho de autotransformação, unindo razão e
espiritualidade, ciência e fé, corpo e consciência. O texto mostra que cada
gesto ritual possui um propósito de ensino maçônico e energético: a bateria
purifica, a aclamação liberta, o sinal recorda a dignidade do silêncio e da
palavra. Inspirado na filosofia clássica e na física quântica, o ensaio traduz
o templo maçônico como o microcosmo do Universo e o homem como seu arquiteto
interior. O leitor é convidado a compreender que o sentido da iniciação não
está no segredo dos símbolos, mas na experiência viva da Luz que nasce
quando o espírito domina a matéria. A
leitura promete revelar como a Arte Real transforma o pensamento em energia
criadora e a fraternidade em ciência da harmonia universal, um convite à reflexão
profunda sobre o propósito humano e à redescoberta do divino em si mesmo.
O Despertar do Aprendiz
Em todo início de jornada, o silêncio é o primeiro mestre.
Para o aprendiz maçom, este silêncio é povoado de símbolos, gestos, palavras e
sinais que, embora repetidos nas sessões, permanecem inicialmente envoltos em
névoas de mistério. O neófito, ainda acanhado, observa o desenrolar das
cerimônias e sente que algo sagrado se esconde por trás da liturgia. Teme
perguntar, talvez por respeito, talvez por insegurança, e, assim, caminha
guiado mais pela intuição do que pelo entendimento. No entanto, a Maçonaria é
escola e templo, e o aprendizado não se dá apenas pela observação, mas pela
vivência e pela reflexão. Com o tempo, sob a luz dos Mestres que lhe orientam,
o aprendiz começa a decifrar o código simbólico que o rodeia, descobrindo que
cada sinal é uma ponte entre o visível e o invisível, entre o concreto e o
transcendente.
A Linguagem Simbólica e o Pensamento Esotérico
A Maçonaria fala em linguagem simbólica. Essa linguagem,
como nos ensina René Guénon, é a "língua
dos mistérios", que comunica não pela lógica discursiva, mas pela intuição intelectual. O símbolo é o intermediário
entre o que se pode ver e o que só se pode sentir. É o que Jung chamou de
"ponte para o inconsciente coletivo",
onde os arquétipos universais moldam a alma humana.
O aprendiz percebe que a palavra é insuficiente, pois há
verdades que não cabem em vocábulos. É por isso que o maçom aprende a "ver com os olhos do coração", a
interpretar o que é sugerido, não o que é dito. O símbolo, quando compreendido
em sua totalidade, desperta no iniciado a recordação de verdades adormecidas, repetindo
o que Platão descreveu no Mênon como a "anamnese", o ato
de recordar o que a alma já sabia antes de nascer.
A leitura simbólica é, portanto, o primeiro exercício
filosófico do maçom. Ao meditar sobre o esquadro e o compasso, por exemplo, ele
transcende a simples geometria e descobre neles os princípios universais da
ordem e da harmonia. O esquadro representa a matéria, o limite, a exatidão do
mundo físico. O compasso, por sua vez, é o emblema do espírito, do círculo
perfeito e ilimitado. Quando ambos se cruzam sobre o livro da lei, indicam a
eterna dialética entre matéria e espírito, a busca pela justa medida que une o
humano e o divino.
O Salto da Consciência: Do Concreto ao Místico
O raciocínio profano é linear e materialista; o raciocínio
iniciático é simbólico e ascensional. Para compreender a filosofia maçônica, é
necessário dar um salto mental, do concreto ao místico, do visível ao
invisível. Esse salto é o rito de passagem do maçom.
Enquanto seus pés permanecem colados ao chão durante a marcha
ritualística, o maçom é lembrado de que ainda é prisioneiro da matéria. A cada
passo dado, porém, aproxima-se da consciência espiritual. Essa instrução
ritualística é profundamente andragógica: o aprendizado se faz pela experiência
e pela reflexão sobre o vivido. Não se trata de decorar ritos, mas de lhes
compreender o significado e aplicá-los na vida cotidiana.
Em termos quânticos, poderíamos dizer que o maçom aprende a
colapsar as probabilidades de seu próprio ser. Ao unir pensamento e emoção,
intenção e ação, ele transforma a energia potencial em realidade consciente. O
templo interno é o laboratório quântico do espírito, onde a observação
consciente transforma o observador e o observado em uma só entidade.
A Loja e o Isolamento Sagrado
O templo maçônico é um microcosmo do universo, e seu isolamento
ritual representa o fechamento hermético da consciência para as influências
profanas. Quando o primeiro vigilante anuncia que o templo está "a coberto", ele não se refere
apenas à segurança física, mas ao estabelecimento de uma atmosfera espiritual,
de um campo vibracional propício ao trabalho interior.
É nesse momento que se forma a egrégora, o campo energético
coletivo resultante da união das intenções e pensamentos dos irmãos. Esta
entidade simbólica, viva enquanto dura a sessão, representa a soma das
consciências individuais em harmonia com o Grande Arquiteto do Universo. No
plano psicológico, é a manifestação do inconsciente coletivo junguiano; no
plano místico, é o "éter espiritual"
onde se plasmam as mais altas vibrações da alma.
O guarda do templo, que não deve abandonar seu posto, simboliza
o guardião do limiar interior, aquele ponto da mente que separa o sagrado do
profano, o consciente do inconsciente. A cobertura do templo é, pois, também a
cobertura da alma, um escudo energético que protege o espaço da revelação.
Som, Vibração e Purificação
A física moderna ensina que toda matéria é energia em vibração.
Na Maçonaria, esse princípio se manifesta na bateria e na aclamação, ritos sonoros
que purificam o ambiente e o espírito.
A bateria, produzida por palmas, malhetes ou espadas, é o eco
simbólico da Força criadora. Cada golpe é um ato de transmutação, uma limpeza
vibracional que dispersa as energias negativas. Assim como a ressonância
quântica pode alterar o estado
de um campo de partículas, o som ritualístico reorganiza o campo energético da
loja.
O aprendiz, ao participar conscientemente desse ato, aprende
que a vibração da mente é mais poderosa do que qualquer palavra. Cada palma é uma
descarga de energia emocional, uma liberação das tensões acumuladas. Daí o
sentimento de leveza e alegria que acompanha o maçom após uma sessão: ele foi,
literalmente, reequilibrado vibracionalmente.
A aclamação, por sua vez, é o grito sagrado que libera a alma
da inércia. O "Huzzé" ecoa
como o Om oriental, evocando força e vigor. É um som que liga o homem ao
universo, que rompe as barreiras do racional e desperta o poder interior. Ao
pronunciá-lo de corpo ereto e olhos fechados, o maçom transforma a palavra em
energia criadora, harmonizando-se com o Grande Arquiteto do Universo, o
princípio ordenador do cosmos.
Da Matéria ao Espírito: a Técnica de Ensino da Pedra Bruta
O trabalho do maçom é lapidar-se, transformar a pedra bruta em
pedra cúbica. Essa metáfora é a síntese da filosofia iniciática e, ao mesmo
tempo, um método de autodesenvolvimento.
Cada homem traz dentro de si um bloco de imperfeições,
preconceitos, vaidades, temores, que impedem a Luz de refletir plenamente.
Lapidar-se é um processo contínuo de autoconhecimento, um exercício socrático
de "conhecer-se a si mesmo".
Do ponto de vista andragógico, é um aprendizado ativo e
experiencial: ninguém pode ser lapidado por outro, cada um deve empunhar o
próprio malho e o próprio cinzel. O mestre apenas orienta; a execução cabe ao
aprendiz.
A filosofia clássica reforça esse princípio. Aristóteles, em
sua Metafísica, ensina que o ato é a atualização da potência. O homem é um ser
em potencial que só se realiza pela ação consciente. A Maçonaria, nesse
sentido, é a oficina onde o homem atualiza sua essência espiritual, convertendo
o caos interior em cosmos.
A Mente como Templo
No coração do iniciado encontra-se o templo. Cada pensamento é
uma pedra, cada emoção uma argamassa, cada ação um pilar. Quando o maçom
compreende essa Verdade, percebe que não precisa de intermediários para se
conectar ao divino.
O Grande Arquiteto do Universo habita dentro do homem, e a iniciação
consiste em descobri-lo. A partir desse momento, o iniciado torna-se livre, não
porque renuncia à religião, mas porque a transcende. Liberta-se das amarras do
dogma e entra na dimensão da experiência direta do sagrado.
É o que os místicos chamam de unio mystica, a união do eu com o
Todo. Em termos quânticos, é o colapso da dualidade: o observador torna-se o
Universo que observa.
O Simbolismo Hermético e a Ciência da Alma
A filosofia hermética, atribuída a Hermes Trismegisto, ensina:
"O que está em cima é como o que
está embaixo." Essa máxima revela a correspondência entre o macrocosmo
e o microcosmo.
No universo, as estrelas giram em torno de centros
gravitacionais; na alma, os pensamentos orbitam em torno de valores e crenças.
Assim como a gravidade mantém os astros em equilíbrio, o amor fraterno mantém a
ordem interior do maçom.
A física moderna confirma esse paralelismo: Einstein demonstrou
que matéria e energia são manifestações de uma mesma substância. Da mesma
forma, o espiritual e o material são faces de uma mesma realidade. A
iniciação maçônica é uma ciência da alma que visa harmonizar essas duas
dimensões.
A Egrégora e o Campo Unificado da Consciência
A egrégora pode ser compreendida, numa linguagem contemporânea,
como um campo unificado de consciência.
Cada pensamento humano emite ondas mentais; quando várias mentes vibram em
uníssono, forma-se um campo coerente. Esse princípio é semelhante ao conceito
quântico de coerência de fase, onde partículas vibram em ressonância e produzem
fenômenos emergentes.
Na loja, esse campo é sustentado pela intenção comum e pelo
amor fraternal. Quando os irmãos entram no templo deixando do lado de fora suas
paixões degradantes e mágoas, o campo energético se intensifica. A mente coletiva torna-se
então instrumento da manifestação divina.
O fenômeno é também psicológico: a comunhão de mentes gera
estados ampliados de consciência, favorecendo a intuição, a empatia e a
sabedoria. A egrégora é a alma coletiva da Ordem, a expressão do "espírito da Loja".
O Amor Fraterno como Ciência Espiritual
A Maçonaria é uma ecclesia universal, não no sentido
religioso, mas no sentido etimológico de religare, religar o homem ao homem e
ambos ao Princípio Criador.
Seu dogma único é o Amor Fraterno,
que, segundo os grandes iniciados, é a força mais
poderosa do universo. Jesus, Buda, Pitágoras, Zoroastro e tantos
outros mestres expressaram essa mesma lei sob diversas formas. No contexto
maçônico, o amor não é emoção sentimental, mas energia
coesiva que une consciências. É o cimento da fraternidade, o
princípio organizador da humanidade regenerada.
O maçom é aquele que compreende que a evolução espiritual não
se alcança por isolamento, mas pela solidariedade. Cada gesto fraterno é um ato
de construção no templo invisível da humanidade.
Aplicações Andragógicas e Práticas
No campo andragógico, o processo iniciático ensina o adulto a
aprender por meio da experiência significativa. A Maçonaria não impõe verdades,
mas propõe símbolos que conduzem à reflexão.
O mestre maçom é um facilitador, não um dogmático. Ele
desperta no aprendiz a curiosidade filosófica e o senso crítico, levando-o a
construir seu próprio entendimento.
Em loja, isso pode ser aplicado mediante debates reflexivos,
exercícios simbólicos e vivências meditativas. O símbolo do esquadro, por
exemplo, pode ser usado como ferramenta de autorreflexão ética: em que aspectos
minha conduta está "fora do esquadro"?
O compasso pode inspirar atividades de autoconhecimento: quais são os limites
que preciso traçar para manter meu equilíbrio espiritual?
Essa metodologia é coerente com a aprendizagem de adultos, pois
valoriza a experiência prévia, a autonomia e o propósito pessoal. Cada sessão
torna-se, assim, um laboratório de consciência e um espaço de aperfeiçoamento
moral.
A Ciência, a Religião e o Mistério da Luz
Na visão maçônica, ciência e religião não são inimigas, mas
complementares. A primeira revela as leis do universo; a segunda, o sentido da
existência. A iniciação é a ponte entre ambas.
A física quântica demonstra que o observador influencia o
resultado do experimento; a espiritualidade ensina que o pensamento cria a
realidade. A Maçonaria une essas duas perspectivas, mostrando que a ciência
é aquela que ilumina o espírito, e a religião é aquela que liberta a mente.
A Luz que o maçom busca não é apenas a do conhecimento
intelectual, mas a iluminação interior, o estado de
consciência em que o Eu reconhece sua unidade com o Todo.
Assim como o fóton é simultaneamente partícula e onda, o homem
é simultaneamente corpo e espírito. A iniciação é o despertar da luz
interior que reflete a Luz do Grande Arquiteto do Universo.
A Jornada da Liberdade Interior
Quando o iniciado descobre que o divino habita em si, começa
sua liberdade. Ele já não depende de intermediários para se conectar ao sagrado;
torna-se sacerdote de seu próprio templo.
Essa liberdade, contudo, exige responsabilidade. O homem livre
é aquele que governa a si mesmo, que domina suas paixões e orienta sua vontade
pelo bem. O rito maçônico ensina a disciplina da liberdade, a arte de
equilibrar o querer e o dever, a vontade e a ética.
Como dizia Spinoza, "a
liberdade é o reconhecimento da necessidade". O maçom compreende que a
independência não está em fazer o que quer, mas em querer o que é justo e bom.
À Glória do Grande Arquiteto do Universo
A Maçonaria é uma escola de
reconstrução da alma. Seus ritos, sinais e símbolos não são meras
tradições, mas instrumentos de transformação. O maçom que penetra o sentido
místico de cada gesto desperta as potencialidades latentes de sua consciência e
descobre o templo vivo que habita dentro de si.
Ao integrar matéria e espírito, razão e intuição, o maçom
torna-se colaborador do Grande Arquiteto do Universo na edificação de um mundo
mais justo e luminoso.
Essa é a iniciação: o retorno do homem à sua origem divina, o
reencontro com a centelha imortal que o une a todos os seres. E quando a Loja
encerra seus trabalhos "à glória do
Grande Arquiteto do Universo", o iniciado compreende que essa glória
não está fora, mas dentro dele, na Luz que agora brilha em seu próprio coração.
Bibliografia Comentada
1.
ARISTÓTELES. Metafísica. Lisboa: Fundação
Calouste Gulbenkian, 2008. Fundamenta a noção de ato e potência, aplicada à
evolução espiritual do iniciado que atualiza suas potencialidades pela ação
consciente;
2.
BLAVATSKY, Helena. A Doutrina Secreta. São
Paulo: Pensamento, 2001. Relaciona os princípios esotéricos universais à
cosmologia espiritual, inspirando a leitura hermética dos símbolos maçônicos;
3.
CAMPBELL, Joseph. O Herói de Mil Faces. São
Paulo: Cultrix, 1990. Apresenta o arquétipo da jornada do herói, que
corresponde ao processo iniciático maçônico de morte e renascimento interior;
4.
EINSTEIN, Albert. A Teoria da Relatividade. Rio
de Janeiro: Zahar, 2011. Ilustra a unidade entre matéria e energia, princípio
que encontra eco na filosofia maçônica da unidade entre espírito e corpo;
5.
GUÉNON, René. O Simbolismo da Cruz. São Paulo:
Pensamento, 1997. Obra essencial para compreender a estrutura simbólica dos
ritos iniciáticos e o papel da geometria sagrada como ponte entre o humano e o
divino;
6.
HALL, Manly Palmer. Os Ensinamentos Secretos de
Todas as Idades. São Paulo: Madras, 2003. Reúne interpretações esotéricas e
simbólicas que dialogam diretamente com os princípios da Arte Real;
7.
JUNG, Carl Gustav. O Homem e seus Símbolos. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. Explica a natureza arquetípica dos símbolos e
sua influência na psique humana, permitindo compreender o simbolismo maçônico
sob o prisma psicológico;
8.
MASLOW, Abraham. Motivação e Personalidade. São
Paulo: Harper & Row, 1987. Fundamenta a visão andragógica da Maçonaria como
caminho de autorrealização e transcendência humana;
9.
PLATÃO. Mênon. São Paulo: abril Cultural, 1979.
Fonte clássica da teoria da anamnese, que fundamenta a ideia de que o
aprendizado maçônico é uma recordação interior, não mera instrução externa;
10. SPINOZA,
Baruch. Ética Demonstrada à Maneira dos Geômetras. São Paulo: Martins Fontes,
2009. Fundamenta a ideia de liberdade racional e ética, pilar da filosofia
maçônica e da disciplina espiritual do iniciado;
Na filosofia, anamnese é a teoria platônica de que o conhecimento não é
adquirido, mas sim relembrado. A alma, por ser imortal e ter contemplado o
mundo das ideias antes de encarnar, já possui todo o conhecimento. O processo
de aprendizado é, portanto, uma reminiscência, onde o conhecimento inato é
trazido à consciência por meio da reflexão e da dialética;
"Ressonância quântica" refere-se ao conceito científico na
área de física quântica, relacionado ao estudo de transições de energia em
sistemas quânticos. As transições de energia em sistemas quânticos ocorrem de
forma discreta ou abrupta, em oposição às transições contínuas dos sistemas
clássicos. Elas podem ser de dois tipos principais: saltos quânticos, que são
transições entre níveis de energia específicos de um átomo ou molécula devido à
absorção ou emissão de um fóton, e as transições de fase quântica, que são
mudanças abruptas no estado fundamental de um sistema de muitos corpos na
medida em que um parâmetro físico é variado em temperaturas próximas do zero
absoluto;
"Unio mystica" é o termo latino para "união
mística", referindo-se à experiência religiosa ou espiritual de fusão
completa com o divino. Esse conceito é central no Misticismo cristão, mas
também aparece em outras tradições religiosas, como a judaica, onde se
manifesta como a união da alma com Deus, mesmo que em diferentes graus e
interpretações dependendo da perspectiva. É uma experiência de profunda conexão
e consciência da presença divina, frequentemente descrita como uma união entre
o eu e a divindade;
"Ecclesia universal" no contexto refere-se ao ideal de a
irmandade universal unir toda a humanidade em uma fraternidade, sem distinções
de raça, gênero, credo ou nacionalidade. O conceito liga-se à ideia de que a
Maçonaria, em sua essência, busca o bem-estar da humanidade, algo que se
reflete em símbolos e rituais que transcendem as diferenças individuais.