terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Intolerância e Fanatismo Banidos


Charles Evaldo Boller

Sinopse: Considerações sobre espiritualidade e fatores que contribuem ao desenvolvimento da pessoa na Maçonaria; linhas de pensamentos e formação eclética do maçom.

Para absorver a capacidade de dominar a tendência natural de tomar a justiça em suas próprias mãos, o maçom desenvolve uma espiritualidade racional que, aliada à inteligência, possibilita aprendizado superior.

É amplamente conhecido que apenas a sociedade educada, que valoriza sua cultura e disposta a dominar os segredos de postura mais tolerante, flexível, desperta para a possibilidade de levar a intolerância e o fanatismo a níveis insignificantes.

O resultado do combate à intolerância é admitir que a tolerância absoluta seja impossível; caso contrário seria o fim dela. Se tudo for tolerado de que serve tolerância? Se aceita que nem sempre algo que é considerado intolerável seja demonstração de intolerância.

A tolerância é elemento basilar da possibilidade de existir da própria ordem maçônica. Nasceu em resultado da ação de homens de visão para propiciar a reunião de pessoas das mais diversas religiões e linhas de pensamentos filosóficos para, em conjunto, desenvolverem soluções para diversos problemas da sociedade, que naquela época eram a crueldade resultante de despotismo, intolerância e fanatismo dos poderes do estado e religião.

Muitos homens e mulheres valorosos foram mortos de forma cruel apenas porque discordaram de um ou outro extremista que de forma absoluta exercia poder tirânico. Para manter-se no poder estes senhores da verdade absoluta e do poder temporal impediam o crescimento em conhecimento do povo, escravizado em sua força de trabalho e submetido a leis que mudavam conforme a vontade do títere que exercia o poder absoluto do Estado. Na Maçonaria descobre-se em maior profundidade que a ninguém, a nenhum ser humano é dado chamar para si a capacidade de possuir a verdade absoluta em qualquer tema. Daí o esforço naqueles tempos para neutralizar o poder absolutista da Igreja Católica Apostólica Romana que forçava o obscurantismo para não perder o poder secular, o qual compartilhava com os governos dos países onde atuava.

Para o maçom a verdade absoluta só pode emanar do Grande Arquiteto do Universo. E quando ele descobre esta limitação, passa a crescer de fato. Não por fingimento ou pelo que o seu grupo social, por coerção social, lhe impinge nas diversas fases da vida. Quando o maçom atinge a maturidade de sua espiritualidade ele dispensa todo e qualquer intermediário entre si e a sua divindade, ou aquilo que ele considera sagrado. Pelo fato de apoiar sua posição num conceito ao qual denomina Grande Arquiteto do Universo, a Maçonaria é religiosa, ela religa o homem a sua divindade, mas não é uma religião. Como acontece isto? Para provar que a afirmação não constitui ambiguidade é necessário buscar apoio no que significa religião, definindo o que a ordem maçônica faz em cada definição:

Culto Prestado a uma Divindade

O maçom nunca inicia qualquer tarefa sem dar glória ao Grande Arquiteto do Universo. A Maçonaria não pratica culto de nenhuma espécie em sua ritualística. Existem duas linhas doutrinárias comuns e ativas na Maçonaria:

Deísmo

Considera a razão como a única via capaz de nos assegurar da existência de Deus, rejeitando, para tal fim, o ensinamento ou a prática de qualquer religião organizada; como define John Locke.

Teísmo

Comum às religiões monoteístas caracterizadas por afirmar a existência de um único Deus, de caráter pessoal e transcendente, soberano do Universo e em intercâmbio com a criatura humana; como define Immanuel Kant.

A única oração, que segue a linha de pensamento teísta, que faz parte oficial da liturgia maçônica é a efetuada pelo venerável mestre no início dos trabalhos e a leitura de um versículo do livro da lei, no caso a bíblia judaico-cristã em lojas de obreiros cristãos; poderia ser qualquer outro livro sagrado, desde que represente a crença da maioria presente.

Platão foi o criador da teologia ocidental, pelo fato de lançar as categorias do imaterial, o que permitiu o pensamento do divino imaterial. A Maçonaria não discute este campo por influência do iluminismo que não vê nisso nenhum resultado prático, apenas causa de separações e litígio. Para ser maçom impõem-se crença num Princípio Criador e vida após a morte. Fomenta-se o desenvolvimento completo do homem pelo uso da sã racionalidade dirigida por uma espiritualidade não dogmática. Não se discute Deus em sentido teológico, pois o conhecimento de um ser desta magnitude não é concebível ao homem e qualquer tentativa nesta direção leva ao incompreensível, ilógico e intratável pela razão.

Os pensadores da Maçonaria reconhecem o objetivo de fomentar nos homens a capacidade de pensar de forma livre, sem imposições externas e em todos os campos intelectuais e eruditos. Convivem com esotéricos e místicos e interagem entre si de forma proativa. Esta forma de associação de pessoas da Maçonaria provoca cada pessoa em sua própria base de adoração numa busca interna e solitária de sua espiritualidade e conhecimentos.

Crença na Existência de um Ente Supremo Como Causa, Fim ou Lei Universal

Mesmo em resultado de forte influência teísta, em verdade Grande Arquiteto do Universo não é considerado pelos Maçons uma entidade, um ser, é apenas um conceito da existência de um Princípio Criador. Não lhe prestam culto. Qualquer tentativa em confundir o conceito por uma entidade é rechaçada porque só resulta em confusão, como é característica das religiões.

É condição indispensável para a admissão na ordem que o cidadão acredite em um ente supremo e numa vida após a morte - Landemarques 19 e 20 - e Grande Arquiteto do Universo não é o Deus de qualquer religião, é apenas um conceito que cada obreiro materializa conforme sua própria crença. Na verdade, apesar de ser praticado por maioria cristã, é comum este conceito aplicar-se a Deus da Bíblia judaico-cristã, cujo nome hodierno é Jeová, mas o conceito genérico representa qualquer Deus, de qualquer religião, seja ela cristã ou não.

Conceito de Grande Arquiteto do Universo

É um erro denominar a Maçonaria a "Ordem do Grande Arquiteto do Universo", escrever Grande Arquiteto do Universo sem a tripontuação ou outra forma abreviada ou não escrita por extenso - a designação não corresponde a uma entidade, mas estritamente a um conceito.

É induzido no maçom que nenhum homem foi lançado por acaso em meio ao caos e à arbitrariedade ao despertar em si que pertence a uma ordem superior de criaturas, uma maravilhosa sinfonia da vida onde cada um constrói o seu próprio Deus à sua maneira, de acordo com sua herança cultural, de acordo com a sua religião, seja esta uma interpretação antropomórfica ou não.

Grande Arquiteto do Universo é causa, a razão de ser da vida, criador da ordem no Universo, o bem e tem relação com a ordem moral. A concepção mais comum é a que considera Grande Arquiteto do Universo como garante da ordem moral do mundo, onde mesmo como criador da ordem natural, não tem nenhuma responsabilidade sobre a ordem moral que é confiada ao livre-arbítrio da criatura. Se os eventos aleatórios, bons ou maus, o comportamento moral do homem, fossem da vontade do Grande Arquiteto do Universo, Este estaria negando a autenticidade de sua criação, não a teria criado para ter vida e intelecto independente e gozando de livre-arbítrio.

Na prática veem-se manifestações dentro da ordem maçônica que oscilam entre o deísmo de John Locke e o teísmo de Immanuel Kant, estas diferenças são toleradas, podem até ser invocadas, porém nunca discutidas ou veneradas, algo impensável em qualquer religião.

Conjunto de Dogmas e Práticas Próprias de uma Confissão Religiosa

Apesar das leis basilares emanadas dos Landemarques 19 e 20 constituírem dogmas; crença num ente supremo e numa vida futura, estes dogmas não sofrem nenhum tipo de adoração ou tradução em ato de fé.

Os místicos que fazem parte da ordem maçônica introduziram miríades de conceituações e rituais que não são parte integrante da base da ritualística e liturgia maçônica. Inconveniente que Albert Pike, em 1871, considerou como "em muitos aspectos também corrompidos pelo tempo, desfigurados por adições modernas e por interpretações absurdas", referindo-se às modificações que aos três primeiros graus do Rito Escocês Antigo e Aceito foram submetidos.

É do entendimento maçônico a especulação de que o corpo não morrerá e que continuará perpetuamente vivo, onde a vida continua, haja vista que todos têm moléculas em comum com o restante dos seres viventes da biosfera, bem como guardam entre si os princípios básicos da organização vital. A mente encarnada leva à dedução da espiritualidade também fazer parte do corpo, porque os conceitos e metáforas estão profundamente misturados neste caldeirão de vida da biosfera. Todos os seres vivos pertencem ao Universo no qual estão em sua própria residência, e o perceber desta realidade, deste fazer parte de um projeto gigante e complexo dá um profundo sentido a vida. O espírito, o sopro da vida que mora em cada um, é o que todos têm em comum com os seres viventes. É esta que alimenta a todos e os mantêm vivos. Uns mais evoluídos outros menos, mas todos pertencentes a um ser vivo imenso composto de uma imensa variedade de seres individuais, interdependentes entre si. A relação existe desde as criaturas monocelulares até o homem no topo da cadeia evolucional.

Manifestação de Crença por Meio de Doutrinas e Rituais Próprios

Não existe na Maçonaria doutrina de profissão fé, apenas o desenvolvimento de princípios morais e de conduta em resultado de estórias, ficções, que representam princípios morais a serem cultivados; não são praticados rituais de adoração, apenas de circulação, respeito e posicionamento.

O que existe são influências de quatro linhas do pensamento: o místico e o esotérico que praticam cerimoniais vindos de antigas escolas místicas ou práticas de magia; a autêntica e a antropológica que seguem rigorosamente posição neutra em relação à adoração, dogmas, proselitismo e religiões; praticam a Maçonaria como preconizada por seus autores que visavam obter independência dos poderes eclesiásticos para evoluir o homem em humanismo, ciência e racionalidade; estas duas últimas são as principais vertentes evolutivas da ordem maçônica.

Mesmo que as linhas de pensamento místico e o esotérico fossem enxertados na ritualística maçônica especulativa depois do advento da Maçonaria no século XVI, todas são necessárias para permitir a evolução daqueles que estão agarrados ao materialismo ou fantasias de Deuses e dogmas impossíveis de compreender pela sã racionalidade. As tendências misturam-se e cada linha de pensamento expõem seus pensamentos aos demais resultando uma mistura de pensamentos que oscilam em todas as direções, algo impensável em qualquer religião ou estado. Mesmo que um maçom de orientação mecanicista não alcance o pensamento do irmão místico ou esotérico, não surgem maiores problemas de convívio e todos se complementam; o que falta num o outro conclui ou melhora. É como diz o provérbio brasileiro "cada um puxa a brasa para a sua sardinha" e sem ferir susceptibilidades.

Filiação a um Sistema Específico de Pensamento ou Crença que Envolve uma Posição Filosófica, Ética, Metafísica

Estuda-se filosofia em sentido lato, de qualquer origem, eclética, para extrair o que existe de bom em cada uma e formar bons princípios; existe uma ética própria, como em qualquer classe profissional, haja vista a ordem maçônica derivar de antigas organizações de talhadores de pedra; obedece aos conceitos metafísicos do platonismo que infere uma libertação total para o campo da ideia, racional; perceptível com a mente e imperceptível aos sentidos. Dependendo da escola de pensamento que o maçom segue este raciocínio se inverte, existindo aqueles que desenvolvem mais os sentidos, sensibilidades em detrimento da racionalidade. É um caldeirão efervescente de pensamentos onde todos gozam da mais ampla liberdade de expressão.

Cada maçom já possui sua própria forma de adoração; o cristão torna-se melhor cristão, o maometano um melhor maometano. A própria cerimônia de iniciação na Maçonaria é um ensaio para a saída dos homens do estado de minoridade devido a eles mesmos e que conduz para uma madureza revelada pela luz, a sabedoria. Onde esta minoridade é a incapacidade de usar a própria capacidade intelectual sem a orientação de outro. O iniciando é vendado e conduzido o tempo todo por um guia. E essa minoridade será debitada a cada um se não for causada por deficiência da capacidade de pensar por si próprio, por falta de decisão, falta de coragem para utilizar do intelecto como seu guia, ou ainda por simples indolência.

Os maçons são permanentemente provocados a ousarem a utilização de seus próprios intelectos; alguns assim agem, outros, mesmo no decurso de muitos anos ainda remanescem adormecidos na minoridade. Então, não basta ser iniciado na ordem maçônica, a verdadeira iniciação ocorre dentro do intelecto e emocionalidade, e para isto há necessidade de estudar, discutir, pensar, enfim, honrar o avental e trabalhar muito.

Quadro Final

O maçom evoluído busca o equilíbrio consigo, com os outros e o meio-ambiente. É dotado de motivação para a prática de virtudes, não por obrigação, mas por sentimento de dever cumprido. Não demonstra receio de punições num mundo após sua morte, se faz algo, certo ou errado, está consciente que tanto a recompensa como o castigo o alcançará enquanto estiver vivo. Aplaca paixões desenfreadas a níveis insignificantes. Equilibra e libera suas paixões dentro de limites que tornem a vida bela e prazerosa. É moderado até no falar e expor suas ideias, sem ser subserviente, arrogante, ou adulador oportunista. Fala com franqueza e clareza sempre contando com a indulgência de seus pares para os momentos em que seu pensamento seguir veredas de pensamentos ilógicos e até incongruentes. Nunca existe espaço para Intolerância e fanatismo.

Em função de sua condição e estado neurofisiológico é cordial não só com seus irmãos em loja, mas com toda a coletividade, mesmo que sua reação contra a violência e o mal demonstrem o contrário; com a ignorância, o fanatismo e a intolerância não existe comiseração - o maçom usa de sua espada, a sua língua e do escudo da verdade para destruir os títeres que surgem e almejam escravizar o homem. Expressa fora da Maçonaria a atuação de sua condição de vida melhorada para a população ao seu redor e alicerçado nos princípios que absorveu na ordem. É moderado, discreto e tem como objetivo principal da vida a busca de um espírito desenvolvido para honra e à glória do Grande Arquiteto do Universo.

Bibliografia:

1. ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni, História da Filosofia, Antigüidade e Idade Média, Volume 1, ISBN 85-349-0114-7, primeira edição, Paulus, 670 páginas, São Paulo, 1990;

2. BAYARD, Jean-Pierre, A Espiritualidade na Maçonaria, Da Ordem Iniciática Tradicional às Obediências, tradução: Julia Vidili, ISBN 85-7374-790-0, primeira edição, Madras Editora Ltda., 368 páginas, São Paulo, 2004;

3. CAMINO, Rizzardo da, A Cadeia de União, terceira edição, Editora Aurora Ltda., 220 páginas, Rio de Janeiro, 1977;

4. CAMINO, Rizzardo da, A Maçonaria e o Terceiro Milênio, Objetos e Objetivos da Maçonaria, ISBN 85-7374-916-4, primeira edição, Madras Editora Ltda., 192 páginas, São Paulo, 2005;

5. CHARLIER, René Joseph, Mosaico Maçônico, primeira edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 224 páginas, Londrina, 1995;

6. D'OLIVET, Antoine Frabre, A Verdadeira Maçonaria e a Cultura Celeste, tradução: Caroline Kazue R. Furukawa, ISBN 85-7374-873-7, primeira edição, Madras Editora Ltda., 150 páginas, São Paulo, 2004;

7. EBRAM, José, A Alma Maçônica, ISBN 85-7374-649-1, primeira edição, Madras Editora Ltda., 94 páginas, São Paulo, 2003;

8. GREGÓRIO, Fernando César, Ética e Maçonaria, Opúsculos do Livre Pensamento, primeira edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 190 páginas, Londrina, 2005;

9. GUIMARÃES, João Francisco, Maçonaria, A Filosofia do Conhecimento, ISBN 85-7374-565-7, primeira edição, Madras Editora Ltda., 308 páginas, São Paulo, 2003;

10. ISRAEL, Jonathan I., Iluminismo Radical a Filosofia e a Construção da Modernidade 1650-1750, Radical Enlighttenment, Philosofy, Making of Modernity, 1650-1750, tradução: Cláudio Blanc, ISBN 978-85-370-0432-6, primeira edição, Madras Editora Ltda., 878 páginas, São Paulo, 2009;

11. NALLY, Luis Javier Miranda MC, A Ética no Caos ou Aprendendo com o Caos, ISBN 978-85-7252-271-7, primeira edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 176 páginas, Londrina, 2009;

12. PETERS, Ambrósio, Maçonaria, Verdades e Fantasias, primeira edição, 252 páginas, Curitiba, 1927;

13. PIKE, Albert, Morals and Dogma;

14. PRESTUPA, Juarez de Fausto, Astrologia na Maçonaria, ISBN 85-7374-954-7, primeira edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 198 páginas, Londrina, 2005;

15. RODRIGUES, Raimundo, A Filosofia da Maçonaria Simbólica, Coleção Biblioteca do Maçom, Volume 04, ISBN 978-85-7252-233-5, primeira edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 172 páginas, Londrina, 2007;

16. ROHDEN, Humberto, Educação do Homem Integral, primeira edição, Martin Claret, 140 páginas, São Paulo, 2007;

17. SÁ, José Anselmo Cícero de, Fonte de Luz Maçônica, A Arte que Praticamos é Filosofia Pura, ISBN 978-85-7252-237-3, primeira edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 212 páginas, Londrina, 2007;

18. SOFISTE, Joarez, A Problemática do Homem, ISBN 978-85-99396-09-04? Primeira edição, Quadrioffice Editora, 234 páginas, Curitiba, 2009.

Nota:

1. Iluminismo: movimento intelectual caracterizado pela centralidade da ciência e da racionalidade crítica no questionamento filosófico, o que implica recusa a todas as formas de dogmatismo, em especial o das doutrinas políticas e religiosas tradicionais; Filosofia das Luzes, Ilustração, Esclarecimento, Século das Luzes;

2. Pensamento Autêntico ou Histórico: ligado na mesma orientação mental dos Iluministas enciclopedistas e que objetivam obter conhecimentos em todas as áreas do conhecimento humano;

3. Pensamento Antropológico: estudiosos que fundamentam seus conhecimentos na história da Maçonaria e do homem, principalmente os ligados à ciência do homem em sentido lato;

4. Pensamento Místico, iniciático: prende-se aos mistérios da Maçonaria; visa os desenvolvimentos espiritualistas e psicológicos que as provocações dos diversos graus promovem na psique. Seria a expressão religiosa da Maçonaria que por definição é vedada; Maçonaria não é religião, mas profundamente religiosa; sem espiritualidade nada se faz no crescimento do humanismo;

5. Pensamento Oculto: linha de pensadores que prima pela execução de ritualísticas com o objetivo de despertar o sagrado no homem; é complementar ao pensamento místico só que usa método que visa despertar expansões de consciência graduais; é individual e intransferível; é a interiorização gradual; exige meditação e recolhimento.

Biografia:

1. John Locke, escritor e filósofo de nacionalidade inglesa. Nasceu em Wrigton, Somerset em 29 de agosto de 1632. Faleceu em Oates em 28 de outubro de 1704 com 72 anos de idade. Rejeitou as ideias inatas: a fonte de nossos conhecimentos seria a experiência, isto é, a sensação ajudada pela reflexão;

2. Kant ou Immanuel Kant, conferencista, filósofo, maçom, professor e teólogo de nacionalidade alemã. Nasceu em Königsberg em 22 de abril de 1724. Faleceu em Königsberg em 12 de fevereiro de 1804 com 79 anos de idade. O último grande filósofo dos princípios da era moderna, um dos pensadores mais influentes;

3. Platão ou Platão de Atenas, filósofo de nacionalidade grega. Também conhecido por Aristócles Platão de Atenas. Nasceu em Atenas em 428 a. C. Faleceu em Atenas em 347 a. C. Considerado um dos mais importantes filósofos de todos os tempos;

4. Sócrates ou Sócrates de Atenas, filósofo de nacionalidade grega. Nasceu em Atenas em 468 a. C. Faleceu em 399 a. C. Um dos mais importantes pensadores de todos os tempos.

Data do texto: 06/06/2008

Sinopse do autor: Charles Evaldo Boller, engenheiro eletricista e maçom de nacionalidade brasileira. Nasceu em 4 de dezembro de 1949 em Corupá, Santa Catarina. Com 61 anos de idade.

Loja Apóstolo da Caridade 21 Grande loja do Paraná

Local: Curitiba

Grau do Texto: Aprendiz Maçom

Área de Estudo: Comportamento, Espiritualidade, Filosofia, Maçonaria, Religião

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