domingo, 2 de novembro de 2014

Não Elogiar ao irmão Desnecessária ou Interesseiramente



Autor: Equipe da Excelsa Loja de Perfeição General Clodomiro Nogueira

Sinopse: O elogio inoportuno e incorreto.

O elogio para um irmão deve ser simples, sincero e oportuno!

Não precisa estardalhaço!

Faz bem a autoestima do irmão, estimula o exercício de registrar o que as pessoas fazem de bem e de bom, os seus trabalhos, bem como seus esforços.

O elogio desnecessário causa falsas expectativas e faz com que o irmão fique na mesmice, não evolua, fica sustentando algo fraco, sem subsídio, sem base alguma.

A pessoa que recebe um elogio desnecessário ou interesseiro pode causar seu acomodamento: fica preso na pobreza de ideias, que nada acrescentam. Na verdade está recebendo uma mentira: faz que o irmão não progrida.

É necessária a crítica e ideias novas!

O elogio não precisa ser pomposo! Deve ser simples, específico, sincero, honesto e direto. Assim revelará resultados exuberantes. Fará com que o elogiado perceba o quanto ele é importante. Ensina o quanto o tempo das pessoas é precioso! Causa mudança de postura nas pessoas. Faz que elas queiram progredir! Ao contrário do desnecessário e interesseiro! Este causa apenas um ambiente de hipocrisia.

Elogios motivam e encorajam. Receber elogios produz um senso de companheirismo. Dar elogios sinceros demonstra consideração e cria ambiente de calor humano, segurança e apreço.

O desejo de elogiar ajuda a enxergar virtudes e defeitos. Fica-se atento aos pontos fortes das pessoas, não aos fracos.

Elogio apropriado suscita confiança em quem o recebe.

Elogio sincero e merecido é presente que todos podem dar. Quando dado de maneira equilibrada significa para quem o recebe muito mais do que se imagina. Palavras oportunas levantam o estado de espírito! A Bíblia Judaico-cristã declara:
"Saber dar uma resposta é uma alegria; como é boa a palavra certa na hora certa!" Provérbios 15:23.
O maçom sabe que está neste paraíso de delícias para semear e não para ceifar. Semeia bons sentimentos, boas ações, bom trabalho, seu amor. É certo que hoje ele colhe o que outros plantaram no passado, mas agora é sua vez de semear. O que semear é obrigado colher. Nesta semeadura ele elogia sempre que pode, valoriza o que o outro produz com seu trabalho, com seus pensamentos, com sua imaginação, com sua interação social. E só elogia o que merece ser elogiado, caso contrário, se seu elogio for bajulação, então desconfia que tenha algo de errado com ele próprio.

Destemperos entre irmãos afloram. Estes convivem em ambiente com limites claros e definidos, numa sociedade caracterizada por padrões preestabelecidos e onde todos são responsáveis. Na maioria das vezes eles elogiam e apoiam, haja vista o elogio ser uma necessidade essencial nos relacionamentos saudáveis. Irmãos maçons desenvolvem a humildade, que é outra expressão do amor, pois significa que são autênticos, sem arrogância, pretensão ou orgulho.

No desenvolvimento da liberdade de pensar, os debates não podem cair no marasmo da situação caótica vigente na sociedade. Nem em elogios fosforescentes. Não interessa como a sociedade hodierna se comporta o que faz ou deixa de fazer. O que acontece ou já aconteceu é história. Nada se pode fazer para mudar presente e passado. O maçom apenas tem em seu poder a possibilidade de mudar o futuro.

Evita-se divergir, terceirizar problemas, procurar culpados ou definir soluções utópicas, impraticáveis devidos à imperfeição. O foco é mudar a si mesmo pelo pensamento, e com isto, mudar a sociedade futura como consequência de pensamentos, de convencimento.

Os debates devem ser elevados, cultos, muito acima do pensamento comum. Devem fugir do usual e manipulado pela mídia. Principalmente da política corrompida e corruptora. Restringir-se ao campo das ideias e fugir das queixas e protestos que em nada contribuem para a autoeducação, o tão desejado "conhece-te a ti mesmo" socrático.

Os objetivos e alvos são mente e coração dos irmãos reunidos em sagrados lugares. Depositar o fruto do próprio discernimento em templos de carne e ossos é o alvo. Plantar lá nos lugares sagrados as sacras sementes do pensamento que têm a capacidade de mudar a sociedade. Isto todo maçom evoluído amplamente comprovou a partir dos conhecimentos dos sábios de antanho.

Elogiar por elogiar é falsidade!

Confirma o atestado de pobreza cultural interna daquele que elogia.

É bajulação desnecessária!

Normalmente quem elogia sem necessidade é narcisista: expressão de vaidade que prejudica ao elogiado.

Não elogiar ao irmão desnecessária ou interesseiramente possibilita o ambiente correto ao desenvolvimento do líder que o futuro da humanidade necessita.

Hoje, o maçom planta dentro de si mesmo a capacidade de andar com as próprias pernas, de não depender dos outros para pensar com clareza. Esta é a justificativa de não elogiar à toa! Elogiar quando o momento demanda crítica é uma forma de desconstruir o homem em formação, é falsidade, hipocrisia e não algo que se espera de irmão!

Se a boca for abrir-se para elogiar o que deve ser criticado é melhor bater nela e calar-se!

Fonte:

Seminário Filosófico 2014 da Excelsa Loja de Perfeição General Clodomiro Nogueira, Primeira Região Litúrgica do Paraná, Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do Brasil.

Colaboradores:

Alexandre Manoel Varela;
Charles Evaldo Boller;
Dowglas Fernandes Sousa;
Eloy Jaime Boller;
Fabriccio Petreli Tarosso;
Francisco Adolfo Vianna Martins;
Jeferson Leon Bastos;
Luiz Fernando Dietrich;
Romildo Nunes Ferreira;
Vanderlei Castellon Ré;
Willian Jose Alexandre.

Grau do Texto: Aprendiz Maçom.