Charles Evaldo Boller
Nível e Prumo: O Caminho do Equilíbrio e da Retidão
Poucos símbolos maçônicos possuem profundidade tão abrangente
quanto o nível e o prumo. À primeira vista, parecem simples instrumentos da
construção civil; entretanto, sob a ótica iniciática, revelam-se verdadeiros
mapas da existência humana. O nível ensina a igualdade entre todos os seres
humanos, enquanto o prumo orienta a busca pela retidão moral e pela elevação
espiritual. Juntos, formam uma das mais completas representações da jornada do
maçom na construção de si mesmo.
·
Mas por que a Maçonaria associa uma ferramenta
de horizontalidade à fraternidade humana?
·
Como um simples instrumento de verticalidade
pode transformar-se em símbolo da consciência?
·
De que maneira o Templo de Jerusalém, o Cosmo, a
Estrela Polar e a estrutura do próprio corpo humano relacionam-se com esses
dois instrumentos?
·
E por que estar "em nível e a prumo" significa muito mais do que ocupar
corretamente um lugar na oficina?
Ao longo deste estudo, o leitor encontrará reflexões que
conectam filosofia, simbolismo, esoterismo, tradição iniciática e
autoconhecimento. Descobrirá como os antigos sábios enxergavam o Universo como
uma construção perfeita, compreenderá a relação entre os eixos horizontal e
vertical da existência e perceberá como a igualdade e a retidão constituem
fundamentos indispensáveis da evolução humana.
A cada página, nível e prumo deixarão de ser simples
ferramentas para revelar-se instrumentos permanentes de construção do caráter,
da consciência e da sabedoria. O convite está lançado: descobrir como esses
símbolos podem transformar a compreensão da vida, do dever, da fraternidade e
da busca pelo aperfeiçoamento espiritual.
O Significado Iniciático do Nível e do Prumo
Embora sejam ferramentas simples da arte da construção,
transformam-se, no contexto iniciático, em verdadeiros tratados filosóficos
condensados em símbolos. Não representam apenas técnicas de engenharia ou
arquitetura. Representam princípios universais que orientam a construção do
caráter humano, a organização da vida moral e a busca do aperfeiçoamento
espiritual.
Quando um obreiro afirma que está "em nível e a prumo", não está apenas fazendo referência a uma
posição geométrica. Está declarando uma condição de harmonia entre suas
obrigações materiais e espirituais, entre seus deveres sociais e sua
consciência moral.
No simbolismo maçônico, estar em nível significa encontrar-se
corretamente integrado à coletividade, cumprindo os deveres que o unem aos
demais irmãos. Estar a prumo significa manter-se alinhado com os princípios
superiores que regem a existência.
A união dessas duas condições produz aquilo que os antigos
filósofos chamavam de vida justa.
Não basta elevar-se espiritualmente se o indivíduo negligencia
suas responsabilidades terrenas. Da mesma forma, não basta cumprir obrigações
materiais se a consciência permanece tortuosa.
O verdadeiro iniciado busca simultaneamente a horizontalidade
do nível e a verticalidade do prumo.
O Nível e a Igualdade Fundamental dos Seres Humanos
O nível é o instrumento utilizado pelo construtor para
verificar se uma superfície se encontra perfeitamente horizontal.
Sem ele, o alicerce torna-se irregular.
Sem alicerce regular, nenhuma construção permanece estável.
A Maçonaria transporta esse conceito para o campo moral.
Todos os homens possuem origens diferentes, profissões
diferentes, culturas diferentes e condições materiais diferentes. Entretanto,
quando entram no Templo, tornam-se iguais diante da Verdade.
Essa igualdade não significa uniformidade.
Uma floresta é bela justamente porque abriga árvores distintas.
Da mesma forma, a humanidade torna-se rica por sua diversidade.
O nível não elimina as diferenças.
Ele apenas impede que as diferenças produzam arrogância ou
submissão.
O filósofo estoico Epicteto ensinava que aquilo que distingue
os homens não é sua posição social, mas a forma como utilizam sua razão e sua
virtude.
Esse ensinamento harmoniza-se perfeitamente com o simbolismo do
nível.
O rei e o camponês, o sábio e o aprendiz, o rico e o pobre,
todos permanecem submetidos às mesmas leis universais.
Todos nasceram.
Todos morrerão.
Todos são responsáveis pelos próprios atos.
Todos participam da mesma aventura cósmica.
O nível recorda constantemente ao maçom que nenhum título,
cargo ou riqueza o torna superior aos seus semelhantes.
O Prumo e a Retidão do Caráter
Se o nível representa a igualdade, o prumo representa a
retidão.
A referência bíblica do profeta Amós oferece uma das mais belas
interpretações desse símbolo.
Quando o Senhor apresenta um muro construído a prumo, demonstra
que existe uma medida pela qual todas as coisas podem ser avaliadas.
O muro torto revela falha em sua construção.
O caráter tortuoso revela falha na formação moral.
Assim como o arquiteto corrige a parede desalinhada, o homem
sábio procura corrigir constantemente suas imperfeições interiores.
O prumo torna-se, portanto, símbolo da consciência.
Cada ação, pensamento ou palavra pode ser colocada diante desse
instrumento invisível.
Quando observamos nossa vida através dele, percebemos
rapidamente onde existem desvios.
Mentiras.
Vaidades.
Orgulho excessivo.
Intolerância.
Desonestidade.
Tudo aquilo que afasta o homem da verticalidade moral.
O prumo recorda que a verdadeira grandeza não consiste em
parecer virtuoso, mas em ser virtuoso.
O filósofo Sócrates ensinava que uma vida sem exame não merece
ser vivida.
O prumo é precisamente esse exame permanente.
É a ferramenta da autocrítica.
É a régua da consciência.
É o juiz silencioso que habita o interior do iniciado.
O Templo como Imagem do Universo
A tradição iniciática sempre enxergou correspondência entre o
homem, o templo e o universo.
Os antigos sábios da Caldeia, da Pérsia e do Egito compreendiam
o Cosmo como uma grande construção ordenada segundo leis matemáticas e
espirituais.
O Templo de Jerusalém tornou-se uma representação terrestre
dessa ordem celeste.
A Maçonaria herdou esse princípio.
O Templo maçônico não é apenas um local de reunião.
É uma representação simbólica do Universo.
O teto estrelado recorda a abóbada celeste.
O Oriente simboliza a fonte da luz.
O Ocidente representa o campo da experiência humana.
As colunas representam forças cósmicas complementares.
Cada elemento reproduz uma dimensão da criação.
Quando o maçom ingressa nesse espaço simbólico, ingressa também
numa representação do próprio Cosmo.
Trabalhar no Templo significa trabalhar na construção do
Universo interior.
Cada sessão torna-se uma oficina espiritual.
Cada reflexão torna-se uma pedra trabalhada.
Cada virtude adquirida torna-se um bloco perfeitamente ajustado
na grande construção da alma.
A Horizontalidade do Nível
O eixo horizontal representa a extensão da existência humana.
Ele aponta para os relacionamentos, para a sociedade, para a
família, para o trabalho e para todas as formas de convivência.
É o plano da manifestação.
É o campo onde as virtudes são testadas.
Não existe fraternidade sem convivência.
Não existe tolerância sem divergência.
Não existe solidariedade sem necessidade.
Por isso o nível simboliza a expansão da consciência em direção
ao mundo.
O iniciado não foi chamado para isolar-se.
Foi chamado para atuar.
Foi chamado para servir.
Foi chamado para irradiar luz.
O nível ensina que a espiritualidade autêntica não se manifesta
apenas em pensamentos elevados, mas sobretudo em ações concretas.
Um irmão que mantém suas obrigações em dia, participa dos
trabalhos, contribui para a tesouraria, apoia o tronco de solidariedade e
colabora para o crescimento da oficina encontra-se simbolicamente em nível.
Sua vida está corretamente assentada sobre fundamentos
estáveis.
A Verticalidade do Prumo
Enquanto o nível aponta para o mundo, o prumo aponta para o
céu.
Ele representa a dimensão transcendental da existência.
A busca pela sabedoria.
A elevação da consciência.
O aperfeiçoamento espiritual.
O eixo vertical aparece em praticamente todas as tradições
iniciáticas.
Os antigos hindus falavam da ascensão da energia espiritual
através dos centros de consciência.
Os egípcios falavam da subida da alma pelos céus.
Os filósofos neoplatônicos descreviam a jornada de retorno ao
Uno.
A Maçonaria sintetiza todas essas ideias através do simbolismo
do prumo.
O homem não foi criado apenas para existir.
Foi criado para evoluir.
O prumo recorda que a vida possui direção.
Possui propósito.
Possui sentido.
Assim como uma árvore cresce em direção à luz, a alma humana
busca naturalmente a verdade.
Quanto mais alinhado está o indivíduo com sua consciência
superior, mais perfeitamente se encontra a prumo.
Yin e Yang na Simbologia Maçônica
Embora a Maçonaria possua raízes predominantemente ocidentais,
muitos de seus símbolos dialogam com princípios universais encontrados em
diversas culturas.
O nível e o prumo podem ser compreendidos através da antiga
doutrina chinesa do Yin e Yang.
O nível corresponde ao aspecto horizontal, receptivo, expansivo
e distributivo.
O prumo corresponde ao aspecto vertical, ativo, ascensional e
integrador.
Ambos não são opostos.
São complementares.
Uma ave necessita de duas asas para voar.
Um remo exige duas pás para impulsionar a embarcação.
Uma construção necessita de largura e altura para existir.
Da mesma forma, o desenvolvimento humano exige equilíbrio entre
ação exterior e crescimento interior.
Quando uma dessas dimensões é negligenciada, surge o
desequilíbrio.
O homem excessivamente materialista perde a verticalidade.
O homem excessivamente abstraído da realidade perde a
horizontalidade.
A sabedoria consiste em harmonizar ambos os eixos.
A Estrela Polar e o Eixo do Mundo
Diversas tradições iniciáticas falam da existência de um eixo
invisível que sustenta o Universo.
Os antigos chamavam esse princípio de Axis Mundi.
A Estrela Polar tornou-se o símbolo celeste desse eixo.
Imóvel entre as constelações que giram ao seu redor, ela
representa o centro fixo da criação.
No simbolismo maçônico, esse conceito possui profundo
significado.
O iniciado vive cercado por mudanças.
Mudam os governos.
Mudam as circunstâncias.
Mudam as opiniões.
Mudam as paixões.
Entretanto, existe dentro dele um centro imutável.
Uma consciência superior.
Uma centelha espiritual.
Uma verdade permanente.
O prumo simboliza precisamente a ligação entre esse centro
interior e o Grande Arquiteto do Universo.
Assim como o eixo celeste organiza os movimentos do Cosmo, a
consciência reta organiza os movimentos da alma.
A Construção do Templo Interior
Uma antiga parábola iniciática conta que três homens
trabalhavam numa pedreira.
Ao serem perguntados sobre o que faziam, responderam de
maneiras diferentes.
O primeiro disse:
— Estou quebrando pedras.
O segundo respondeu:
— Estou ganhando meu sustento.
O terceiro afirmou:
— Estou construindo uma catedral.
Os três realizavam exatamente o mesmo trabalho.
A diferença encontrava-se na consciência.
A Maçonaria ensina que cada ato cotidiano pode participar da
construção do templo interior.
Uma palavra de incentivo.
Um gesto de generosidade.
Um momento de estudo.
Uma atitude de honestidade.
Tudo isso constitui pedra lapidada para a grande obra.
O nível verifica se essas pedras estão harmoniosamente
integradas à coletividade.
O prumo verifica se permanecem alinhadas aos princípios
superiores.
Quando ambas as condições são satisfeitas, a construção avança
com segurança.
O Homem como Reflexo do Templo
O corpo humano também expressa o simbolismo do nível e do
prumo.
Quando o homem repousa, assume a posição horizontal.
Torna-se semelhante à Terra que o sustenta.
Quando se levanta, assume a posição vertical.
Torna-se semelhante à árvore que cresce em direção ao céu.
Essas duas posições revelam a dupla natureza humana.
Somos seres da matéria.
Mas também somos seres do espírito.
Vivemos simultaneamente entre a Terra e o Céu.
Entre o tempo e a eternidade.
Entre o visível e o invisível.
O iniciado aprende gradualmente a equilibrar essas duas
dimensões.
Não rejeita o mundo material.
Mas também não se torna escravo dele.
Não abandona a espiritualidade.
Mas também não se afasta das responsabilidades humanas.
Vive conscientemente entre os dois polos.
Estar em Nível e Estar a Prumo
Na tradição maçônica, estar em nível e estar a prumo significa
muito mais do que ocupar corretamente um lugar na oficina.
Significa encontrar-se em conformidade com os princípios que
sustentam a construção moral do ser humano.
Um obreiro que cumpre seus compromissos fraternais, participa
dos trabalhos, contribui para a beneficência, respeita suas obrigações e mantém
conduta digna encontra-se simbolicamente em nível.
Um obreiro que cultiva honestidade, justiça, disciplina,
sabedoria e retidão encontra-se simbolicamente a prumo.
Quando ambas as condições coexistem, surge o verdadeiro
construtor.
O homem equilibrado.
O cidadão virtuoso.
O irmão confiável.
O iniciado consciente.
O templo exterior pode então refletir o templo interior.
A ordem da oficina passa a espelhar a ordem da alma.
A harmonia da construção material passa a refletir a harmonia
da construção espiritual.
Ferramentas Permanentes de Autoconhecimento
Nível e prumo constituem uma das mais profundas sínteses da
filosofia maçônica. O primeiro ensina a igualdade, a fraternidade e a correta
inserção do homem na comunidade humana. O segundo ensina a retidão, a
consciência moral e a permanente ascensão espiritual. Juntos, formam os dois
grandes eixos da existência: a horizontalidade da vida social e a verticalidade
da vida interior.
O iniciado que aprende a utilizar esses instrumentos simbólicos
transforma-os em ferramentas permanentes de autoconhecimento. Cada decisão pode
ser colocada diante do nível para verificar sua harmonia com a fraternidade.
Cada pensamento pode ser colocado diante do prumo para verificar sua conformidade
com a Verdade.
Assim como o Grande Arquiteto do Universo ergueu o Cosmo
segundo leis perfeitas de ordem, proporção e equilíbrio, também o maçom é
chamado a erguer seu próprio templo interior segundo os princípios da justiça,
da sabedoria e da virtude. Estar em nível e estar a prumo torna-se, então, mais
do que uma condição ritualística: torna-se um modo de viver, uma disciplina da
consciência e um caminho permanente de aperfeiçoamento humano e espiritual.
Nível e Prumo: Síntese da Construção Humana
O simbolismo do nível e do prumo revela uma das mais completas
sínteses da filosofia maçônica aplicada à vida. Ao longo deste estudo,
compreendemos que o nível representa a igualdade essencial entre todos os seres
humanos, a fraternidade, a convivência harmoniosa e o cumprimento consciente
dos deveres assumidos perante a comunidade. O prumo, por sua vez, simboliza a
retidão do caráter, a integridade moral, a fidelidade aos princípios superiores
e a permanente busca pela elevação espiritual.
Vimos que o Templo maçônico constitui uma imagem simbólica do
Cosmo e que a construção do edifício interior reproduz, em escala humana, a
grande obra do Grande Arquiteto do Universo. O eixo horizontal do nível conduz
o homem ao aperfeiçoamento de suas relações humanas; o eixo vertical do prumo
orienta sua ascensão em direção à sabedoria. Somente a harmonia entre essas
duas dimensões produz equilíbrio verdadeiro.
A importante lição que emerge desse simbolismo é que nenhuma
construção permanece firme sem fundamentos sólidos e nenhuma vida alcança
plenitude sem a união entre responsabilidade material e crescimento espiritual.
Estar em nível e a prumo significa viver em conformidade com a fraternidade, a
justiça, a disciplina e a verdade.
Essa reflexão encontra eco no pensamento de Marco Aurélio, que
ensinava que a perfeição da vida consiste em viver cada dia como se fosse o
último, com dignidade, serenidade e retidão. De modo semelhante, o simbolismo
maçônico ensina que cada ação, por menor que pareça, acrescenta uma pedra à
construção do templo interior. Quando o homem orienta sua existência pelo nível
da igualdade e pelo prumo da virtude, transforma-se gradualmente em uma obra
digna da arquitetura universal, contribuindo para a edificação de uma
humanidade mais justa, fraterna e iluminada.
Bibliografia Comentada
A compreensão aprofundada dos símbolos do nível e do prumo exige diálogo com diversas áreas do conhecimento, incluindo filosofia, simbolismo tradicional, história das religiões, estudos maçônicos, metafísica, ética e antropologia do sagrado. As obras a seguir constituem referências fundamentais para o estudo dos conceitos abordados neste texto, oferecendo ao leitor caminhos seguros para ampliar sua compreensão sobre a construção do caráter, a simbologia do Templo, a ordem cósmica, a retidão moral e a busca do aperfeiçoamento humano.
1.
Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis. O domínio
da vida. Curitiba: Grande Loja da Jurisdição de Língua Portuguesa, 1998. Obra
dedicada ao desenvolvimento interior do ser humano, abordando princípios de
autoconhecimento, disciplina e aperfeiçoamento moral que dialogam diretamente
com a simbologia do prumo como instrumento de alinhamento da consciência;
2.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Tradução de
Antonio de Castro Caeiro. São Paulo: Atlas, 2009. Uma das mais importantes
obras da filosofia moral ocidental. Sua concepção da virtude como hábito
racional contribui para a compreensão maçônica da retidão simbolizada pelo
prumo e da busca do equilíbrio representada pelo nível;
3.
BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São
Paulo: Martins Fontes, 2008. Estudo clássico sobre os significados simbólicos
dos espaços construídos. Auxilia a compreender o templo como representação da
interioridade humana e como imagem da construção espiritual do iniciado;
4.
BIBLIA SAGRADA. Tradução de João Ferreira de
Almeida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017. Fonte primária da
referência ao prumo utilizada pelo profeta Amós (7:7-8), passagem que
fundamenta uma das mais importantes interpretações morais do simbolismo do
prumo na tradição maçônica;
5.
CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário
de símbolos. 37. Ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2023. Referência
indispensável para o estudo dos símbolos universais. Contém análises
aprofundadas sobre eixo do mundo, verticalidade, horizontalidade, templo,
estrela polar e diversas imagens simbólicas presentes na tradição iniciática;
6.
COOMARASWAMY, Ananda K. A dança de Shiva. São Paulo:
Perspectiva, 2019. Coletânea de ensaios sobre simbolismo tradicional e
Metafísica comparada. Contribui para a compreensão da unidade dos símbolos
presentes em diferentes tradições espirituais e iniciáticas;
7.
ELIADE, Mircea. Imagens e símbolos. São Paulo:
Martins Fontes, 2019. Obra fundamental para compreender a linguagem simbólica
das tradições religiosas. Explica conceitos como centro do mundo, ascensão
espiritual e orientação cósmica, diretamente relacionados à interpretação do
prumo e da Estrela Polar;
8.
ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano. São
Paulo: Martins Fontes, 2018. Estudo clássico sobre a experiência humana do
sagrado. Permite compreender o Templo como espaço simbólico de reencontro entre
o homem e a ordem cósmica;
9.
ELIADE, Mircea. Tratado de história das
religiões. São Paulo: Martins Fontes, 2016. Apresenta ampla investigação sobre
os símbolos universais da humanidade, incluindo montanhas sagradas, eixos
cósmicos e centros espirituais, conceitos importantes para o entendimento do
eixo vertical representado pelo prumo;
10. EPITECTO.
Manual. São Paulo: Edipro, 2021. Texto essencial do estoicismo. Suas reflexões
sobre domínio interior, responsabilidade pessoal e liberdade moral encontram
profunda correspondência com a simbologia maçônica da retidão de caráter;
11. GUÉNON,
René. O simbolismo da cruz. São Paulo: Pensamento, 2018. Uma das obras mais
importantes para compreender a relação entre os eixos horizontal e vertical da
existência. Sua interpretação Metafísica da cruz oferece fundamentos para a
leitura esotérica do nível e do prumo;
12. GUÉNON,
René. Símbolos fundamentais da ciência sagrada. São Paulo: Pensamento, 2019.
Reúne estudos sobre simbolismo tradicional, centro do mundo, eixo universal e
geometria sagrada, temas diretamente relacionados à construção simbólica do
Templo maçônico;
13. HALL,
Manly P. Os ensinamentos secretos de todos os tempos. São Paulo: Madras, 2019.
Enciclopédia clássica sobre simbolismo esotérico e tradições iniciáticas.
Apresenta interpretações valiosas sobre arquitetura sagrada, cosmologia e
construção espiritual;
14. JUNG,
Carl Gustav. O homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016.
Introdução acessível à psicologia simbólica. Auxilia na compreensão dos
instrumentos maçônicos como arquétipos relacionados ao desenvolvimento da
personalidade e da consciência;
15. MACKEY,
Albert G. Enciclopédia da Maçonaria. São Paulo: Universo dos Livros, 2017. Uma
das mais completas obras de referência maçônica. Contém verbetes detalhados
sobre nível, prumo, templo, colunas, arquitetura simbólica e outros elementos
fundamentais da tradição maçônica;
16. MACKEY,
Albert G. O simbolismo da Maçonaria. Londrina: A Trolha, 2014. Obra clássica
dedicada à interpretação dos símbolos maçônicos. Apresenta importantes
reflexões sobre os instrumentos operativos transformados em ferramentas morais
e filosóficas;
17. PITÁGORAS.
Os versos de ouro. São Paulo: Polar, 2015. Texto tradicional atribuído à escola
pitagórica. Seus ensinamentos sobre ordem, harmonia e aperfeiçoamento interior
ajudam a compreender a dimensão ética da construção simbólica do ser humano;
18. PLATÃO.
A República. Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Fundação
Calouste Gulbenkian, 2020. A busca da justiça e da ordem interior desenvolvida
por Platão oferece importantes paralelos com a construção do templo moral
simbolizada pela Maçonaria;
19. PLOTINO.
Enéadas. São Paulo: Polar Editorial, 2021. Fonte essencial do Neoplatonismo.
Sua doutrina da ascensão da alma em direção ao Uno contribui para a compreensão
do simbolismo vertical associado ao prumo;
20. RAGON,
Jean-Marie. Curso filosófico e interpretativo das iniciações antigas e
modernas. Londrina: A Trolha, 2010. Clássico da literatura maçônica que
relaciona os símbolos construtivos da Maçonaria às antigas tradições
iniciáticas do Ocidente;
21. SCHUON,
Frithjof. A unidade transcendente das religiões. São Paulo: Polar Editorial,
2018. Importante obra da filosofia perene que demonstra a presença de símbolos
universais em diferentes tradições espirituais, enriquecendo a compreensão da
universalidade do nível e do prumo;
22. SÓCRATES.
Apologia de Sócrates. Tradução de Jaime Bruna. São Paulo: Cultrix, 2017. A
defesa da integridade moral e da coerência ética realizada por Sócrates
constitui uma das mais elevadas expressões da virtude simbolizada pelo prumo;
23. WIRTH,
Oswald. O livro do aprendiz. São Paulo: Pensamento, 2020. Clássico da
literatura maçônica que apresenta interpretações profundas sobre os
instrumentos simbólicos, a construção do templo interior e o aperfeiçoamento
progressivo do iniciado;
24. WIRTH,
Oswald. Os símbolos maçônicos. São Paulo: Pensamento, 2019. Referência
indispensável para estudantes da simbologia maçônica. Analisa detalhadamente os
instrumentos operativos e seus significados iniciáticos, filosóficos e
esotéricos;
25. YATES,
Frances A. A arte da memória. Campinas: Editora da UNICAMP, 2018. Embora não
seja especificamente maçônica, a obra oferece importantes contribuições para a
compreensão das estruturas simbólicas utilizadas pelas tradições iniciáticas na
construção do conhecimento e da consciência;
26. ZOHAR.
O livro do esplendor. São Paulo: Polar Editorial, 2020. Texto fundamental da
tradição cabalística. Suas reflexões sobre a estrutura espiritual do Universo,
os eixos da criação e a ascensão da alma complementam a interpretação esotérica
do nível e do prumo desenvolvida pela tradição iniciática;

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